Segundo o site do Globo Rural, as frutas levadas para o pavilhão do evento recebem um tratamento diferenciado e quem ganha é o visitante.
Na quarta geração na produção de figo roxo, o agricultor Alci Previtale expandiu a plantação da família e consegue colher por safra 400 toneladas da fruta. Dos 40 mil pés plantados, trezentos recebem uma atenção especial. “Tem que ser com carinho e deixar os dias certos para pegar mais cor”, conta. Quinze unidades foram selecionadas a dedo para participar da exposição na festa do figo e concorrer com a de outros produtores. No ano passado, ele já foi o vencedor e, na primeira etapa da competição deste ano ficou em primeiro lugar. No pavilhão são expostas as melhores frutas produzidas na região e enchem os olhos do público. Uma visitante relata que foi atraída ao evento por curiosidade e pela qualidade da fruta que, na sua opinião, é o que interessa. A comercialização é feita por 48 produtores da região, sem intermediários. A festa do figo foi criada em 1949 para arrecadar dinheiro para a construção da nova matriz de São Sebastião. O padre, na época, mobilizou toda a comunidade e os agricultores. Além de conseguir erguer a igreja, ajudou na comercialização da fruta. A festa acabou virando uma tradição e tornou Valinhos conhecida como a capital do figo roxo. “Na primeira festa do figo, há 61 anos, era só o figo roxo. Espera-se que venda em torno de 200 toneladas, incluindo todas as outras frutas”, conta Jorge Luiz de Lucca, presidente da Festa do Figo. A Festa do Figo de Valinhos vai até o dia 31 de janeiro. De terça a sexta-feira, ela fica aberta ao público das 18hs até 23h30, e nos finais de semana, das 9hs às 23h30.