Segundo o site do Canal Rural, a fruta, que é nativa do Brasil, possui propriedades que podem combater o colesterol ruim, controlar o diabetes e até tremores.
Existem no Brasil mais de 200 espécies nativas de maracujá. As variedades impressionam e as flores são um festival de cores. Há cinco anos, a Embrapa Cerrados decidiu estudar os benefícios dessas plantas e montou uma rede de pesquisa que reúne 12 instituições, 40 laboratórios e cerca de 100 profissionais em todo o País. O maracujá, em algumas pessoas, já age como um calmante natural. O que muita gente ainda não sabe é que a fruta também tem propriedades capazes de combater o colesterol ruim, controlar o diabetes e até tremores como os que ocorrem em pacientes que sofrem do Mal de Parkinson. “Estamos trabalhando com quatro tipos de maracujás com propriedades diferentes para a saúde, como evitar o stress e para melhorar a qualidade do sono das pessoas. Temos outro que melhora e evita problemas do tremor da idade. Trabalhamos também com o maracujá com propriedades benéficas para ajudar na cicatrização. Há também o quarto maracujá, que é para evitar problemas de colesterol e de açúcar alto no sangue”, explica a pesquisadora Ana Maria Costa, da Embrapa Cerrados. A nutricionista Patrícia Guimarães comprova os benefícios da fruta. “O maracujá tem uma grande quantidade de fibras, tanto na casca quanto nas sementes. As fibras, que são solúveis e insolúveis, ajudam a retirar o colesterol ruim das artérias. Além disso, a fibra retarda a liberação de glicose sanguínea, ajudando também a controlar os níveis de glicemia na diabetes”, avalia Patrícia. Os pesquisadores estão procurando empresas interessadas em industrializar os produtos, como a farinha, nas quantidades indicadas. A ideia é oferecer sucos, bolos e até iogurtes feitos a partir dos maracujás do cerrado. As novidades devem estar disponíveis aos consumidores em até três anos. “Acreditamos que, em breve, teremos condições de disponibilizar para o setor produtivo as sementes desses maracujás e também metodologias para a indústria poder processar esses alimentos e disponibilizar para os supermercados os produtos funcionais”, acrescenta Ana Maria.