Segundo o site Gazeta do Povo, doenças provocadas pela umidade comprometem a qualidade da fruta e reduzem a produção em mais de 50%.
Na região Norte Pioneiro do Paraná, são os produtores de tomate e feijão que registram os maiores prejuízos com o excesso de chuva. Há três semanas a precipitação não dá trégua, o que tem tornado o trato da lavoura mais difícil, principalmente por conta da incidência de doenças.
A situação é mais grave nos pomares de tomate no município de Wenceslau Braz, um dos maiores produtores do Paraná. Em situação normal, a chuva sempre é bem-vinda na cultura, explica o técnico em agropecuária da prefeitura da cidade, Luis Tortini. Porém, com o excesso de água as lavouras estão apresentando doenças que comprometem a qualidade da fruta. “A chuva em excesso faz com que o cálcio e os demais nutrientes fiquem muito diluídos na terra. Então, a planta acaba absorvendo uma quantidade menor, o que causa o aparecimento de deficiências na fruta, como podridão e manchas necrosadas. Outro efeito causado pelo excesso de umidade é a dificuldade de polinização”, explica o técnico. Com o aparecimento de doenças, os produtores também tiveram que investir mais em defensivos, o que deixou o custo de produção das lavouras 15% mais caro.
A região de Wenceslau Braz tem quase duas dezenas de produtores de tomate. A safra projetada para 2009 era de mais de 17 mil toneladas, o que representaria 70% da produção total do Norte Pioneiro. No entanto, com as chuvas das últimas semanas a queda deve ficar entre 60% e 70%. O levantamento mais otimista do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento (Seab), é que a produção atinja apenas sete toneladas.
Para o produtor César da Silva Fonseca, a exuberância dos seus pomares de tomate se transformaram em decepção. A poucos dias de iniciar a colheita dos 75 mil pés de sua propriedade, ele deve descartar quase 50% da produção projetada no plantio, que era de quase dez toneladas. “Tivemos uma perda considerável. Desmanchamos três áreas. Só nos resta começar novamente”, desabafa.